Métodos de Intervenção no Transtorno do Espectro Autista. (1)

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Métodos de Intervenção no Transtorno do Espectro Autista. (1) by Mind Map: Métodos de Intervenção no Transtorno do Espectro Autista.  (1)

1. PROMPT significa Prompts for Restructuring Oral Muscular Phonetic Targets-(Prompts/Pistas para a organização dos pontos fonéticos oro musculares) é uma abordagem, baseada na utilização de pistas com o objetivo de ajudar as crianças a ganhar controle voluntário do sistema motor da fala e em consegquencia disso, conseguir se comunicar de uma forma melhor. Esta filosofia de tratamento procura assim (re)conectar e integrar três aspectos fundamentais da comunicação: motor, cognitivo-linguístico e social-emocional. Para falar sobre PROMPT precisamos conhecer um pouquinho sobre Apraxia de Fala na Infância. Apraxia de Fala na Infância é um distúrbio do processo motor que afeta a habilidade de produzir e sequenciar os sons da fala, ou seja, a pessoa sabe o que quer dizer, mas o cérebro falha ao sequenciar os movimentos dos músculos que são necessários para formar sílabas, palavras e frases. abordagem PROMPT foi desenvolvida pela Dra. Déborah Hayden, fonoaudióloga americana, é comprovado cientificamente sua eficácia em atendimento a pacientes que não respondiam aos tratamentos tradicionais. Apenas fonoaudiólogos podem se capacitar em PROMPT e realizar atendimentos utilizando esta abordagem. Porém apenas a formação no método PROMPT não garante um bom atendimento. O fonoaudiólogo precisa entender de linguagem, desenvolvimento da fala, é preciso conhecer e entender o planejamento motor de fala, e principalmente entender sobre os princípios de aprendizagem motora, pois são eles que nortearão uma terapia específica. Profissionais que conhecem e estudam esses princípios certamente saberá planejar uma intervenção adequada e uma terapia com planejamento adequado sempre dará resultado. A fonoaudiologia é capacitada para atender utilizando a abordagem PROMPT, é importante ressaltar que uma avaliação do profissional é essencial antes de definir os métodos e abordagens que serão utilizadas nos atendimentos.

2. A Análise Aplicada do Comportamento (ABA) está fundamentada em um conjunto de características/dimensões.  APLICADA: o conhecimento produzido cientificamente pela Análise do Comportamento é utilizado na intervenção sobre problemas e necessidades socialmente significativos. Pode incluir as demandas, necessidades, problemas de um indivíduo (como na clínica, por exemplo) ou de grupos (estratégias podem ser utilizadas em nível e escala maior de alcance de pessoas). COMPORTAMENTAL: o objeto de intervenção é o comportamento humano, de acordo com a caracterização base da Análise do Comportamento. Como tal, ele é passível de operacionalização e mensuração. Isso significa que o analista do comportamento é capaz de observar, descrever operacionalmente e mensurar esses comportamentos. ANALÍTICA E CONCEITUAL: no contexto da intervenção sobre TEA, analítica no sentido das mudanças ocorridas no comportamento do indivíduo serem resultados de intervenções planejadas. Ou seja, o desenvolvimento do repertório, de habilidades observadas após um período de terapia ABA se deve pela terapia (pelos procedimentos aplicados) e não por qualquer outra eventual razão. O analista do comportamento precisa ser capaz de demonstrar esse processo. É conceitual porque está fundamentada nos conceitos e conhecimento produzidos pela Análise do Comportamento. TECNOLÓGICA: se engana quem pensa que tecnologia é sinônimo de máquinas extremamente sofisticadas (como vemos no senso comum). Tecnologia é aplicação do conhecimento produzido cientificamente para solução de problemas humanos. Ou seja, as estratégias e procedimentos da ABA são tecnologia para intervenção sobre comportamento humano. Como tal, ela precisa ser além de aplicada, ser replicável. Na intervenção sobre TEA, significa que todos os procedimentos utilizados para ensino de novos repertórios precisam ser descritos com clareza a ponto de serem utilizados por qualquer pessoa, obtendo os mesmos resultados: desenvolvimento de repertórios/habilidades do indivíduo.

3. TEACCH  (Treatment and Education of Autistic and related Communication-handicapped Children), em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação. É  um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em  diversas situações frente a diferentes estímulos. O método TEACCH foi desenvolvido na década de sessenta no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, representando, na prática, a resposta do governo ao movimento crescente dos pais que reclamavam da falta de atendimento educacional para as crianças com autismo na Carolina do Norte e nos Estados Unidos. Com o tempo, o TEACCH foi implantado em salas especiais em um número muito grande de escolas públicas nos Estados Unidos. Essa implantação se deu com tal empenho, tanto dos professores quanto do Centro TEACCH da Carolina do Norte, que permitiu que esse método fosse sendo aperfeiçoado por meio do intercâmbio permanente entre a teoria do Centro e a prática nas salas de aula. O ponto de partida foi o estabelecimento de uma visão realista dessa criança, a princípio muito inteligente, mas “fechada em uma redoma de vidro”, isto é, incomunicável por decisão dela própria. Em 1967, quando Alpern começou a testar as crianças a partir de expectativas mais baixas, constatou-se que na maioria dos casos que posteriormente foram identificados como pertencentes ao autismo estavam presentes dificuldades reais de aprendizagem e de comunicação que precisavam ser levadas em conta nas salas de aula. O método TEACCH utiliza uma avaliação denominada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a criança e determinar seus pontos fortes e de maior interesse, e suas dificuldades, e, a partir desses pontos, montar um programa individualizado. O TEACCH se baseia na adaptação do ambiente para facilitar a compreensão da criança em relação a seu local de trabalho e ao que se espera dela. Por meio da organização do ambiente e das tarefas de cada aluno, o TEACCH visa o desenvolvimento da independência do aluno de forma que ele precise do professor para o aprendizado de atividades novas, mas possibilitando-lhe ocupar grande parte de seu tempo de forma independente. Partindo do ponto de vista de uma compreensão mais aprofundada da criança e das ferramentas de que o professor dispõe para lhe dar apoio, cada professor pode adaptar as idéias gerais que lhe serão oferecidas ao espaço de sala de aula e aos recursos disponíveis, e até mesmo às características de sua própria personalidade, desde que, é claro, compreenda e respeite as características próprias de seus alunos.

4. ABA

5. Método Padovan Busca trabalhar de maneira dinâmica três pilares da organização neurofuncional: andar, falar e pensar. Aprender ou recuperar essas funções é fundamental para o amadurecimento do sistema nervoso central, o que possibilita o desenvolvimento das capacidades motoras e cognitivas. A técnica foi desenvolvida pela fonoaudióloga e pedagoga brasileira Beatriz Padovan nos anos 1970 e pode trazer bons resultados na estimulação de bebês com síndrome de Down. Como funciona? A terapia utiliza exercícios corporais que ajudam a recapitular ou adquirir a aquisição da marcha, passando por todas as etapas deste processo, como o deslocamento e verticalização do corpo. Em seguida, são feitos exercícios de estimulação das funções orais, como respiração, sucção, mastigação e deglutição. As funções orais serão vitais na preparação da criança para desenvolver suas habilidades de comunicação e linguagem. A estimulação surte efeito mesmo que o paciente não possa colaborar. Por isso, o método Padovan pode ser utilizado desde os primeiros meses de vida até o desenvolvimento das capacidades da criança, sempre respeitando as suas potencialidades. Quem pode ajudar? O Padovan costuma ser utilizado por fonoaudiólogos e terapeutas neurofuncionais especializados.

5.1. PECS

6. Prompt

6.1. Teacch

6.1.1. Dir FloorTime

6.1.2. Developmental, Individual Difference, Relationship-based Model (as iniciais das palavras em inglês, significam, em português: "Desenvolvimento funcional emocional”; “Diferenças Individuais” e “Relacionamento") é um modelo terapêutico com base no desenvolvimento nas diferenças individuais e nas relações interpessoais de crianças com alguma alteração no desenvolvimento da sociabilidade, dentre elas, o autismo. A ideia é ajudá-las a utilizar suas capacidades levando em conta a etapa do desenvolvimento em que se encontram e como processam as informações que recebem do entorno. Em outras palavras, o objetivo é a formação de alicerces para as competências sociais, emocionais e intelectuais, em vez de focar em habilidades isoladas. O modelo DIR® entende a criança como um ser único e, na sua individualidade, busca construir as bases para que ela possa pensar, se comunicar e se relacionar, apesar das suas limitações. A abordagem Floortime™ faz parte do modelo DIR® como a principal estratégia para sistematizar a brincadeira com a criança e proporcionar sua progressão sobre as etapas do desenvolvimento. É uma abordagem que pode ser utilizada por profissionais de várias áreas (psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais) e familiares capacitados. A participação da família é importante devido à relação emocional e ao fato de passarem a maior parte do tempo com a criança. No Floortime (tempo de chão), a família e/ou terapeuta segue os interesses da criança ao mesmo tempo em que a desafia a alcançar maior domínio das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

7. Foi desenvolvido há 33 anos, nos EUA. O protocolo que está associado com o PECS é de propriedade intelectual de seus criadores, Andy Bondy e Lori Frost, fundadores da Pyramid Educational Consultants, nos EUA, e donos da empresa Pyramid Consultoria Educacional, no Brasil. propicia essencialmente a comunicação expressiva isto é, dá às pessoas que apresentam dificuldades de comunicação uma forma funcional de expressar suas necessidades, escolhas e vontades. As pessoas aprendem a usar figuras para se comunicar expressivamente. Elas primeiro aprendem ‘como’ se comunicar, ou seja, quais são as regras básicas da comunicação e, em seguida, o uso da fala é promovido através de oportunidades (utilizando altos níveis de reforçadores), fornecendo condições ideais para o aparecimento e desenvolvimento de vocalizações”.