Enfermagem na Saúde Mental

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Enfermagem na Saúde Mental by Mind Map: Enfermagem na Saúde Mental

1. O cuidado no contexto da reforma:

1.1. Prevenção, promoção, reabilitação psicossocial e redução de danos;

1.2. Cuidado planejado pela equipe, com usuário e família;

1.3. Reconhecer que o usuário tem suas próprias necessidades.

2. O Projeto Terapêutico Singular:

2.1. A noção de singularidade advém da especificidade irreprodutível da situação sobre a qual o PTS atua, relacionada ao problema de uma determinada pessoa, uma família, um grupo ou um coletivo.

3. Conceitos de Saúde Mental:

3.1. É o equilíbrio emocional entre o patrimônio interno e as exigências ou vivências externas.

3.2. É a capacidade de administrar a própria vida e as suas emoções dentro de um amplo espectro de variações.

3.3. É ser capaz de ser sujeito de suas próprias ações sem perder a noção de tempo e espaço.

4. Terapêuticas Indicadas:

4.1. Interação Interpessoal entre enfermeiro/usuário;

4.2. Boa comunicação enfermeiro/usuário;

4.3. Proporcionar ao usuário um momento para pensar/refletir;

4.4. Exercitar a habilidade da empatia;

4.5. Escutar o que o usuário precisa dizer;

4.6. Acolher o usuário e suas queixas emocionais como legítimas;

4.7. Oferecer suporte na medida certa;

4.7.1. Uma medida que não torne o usuário dependente e nem gere no profissional uma sobrecarga.

5. Papel da Enfermagem:

5.1. A atuação da enfermagem em saúde mental não pode focar somente na remissão dos sintomas, mas sim, em uma prática criativa, flexível e singular, com o intuito de ampliar habilidades e autonomia do usuário.

5.2. O fortalecimento das equipes de Saúde da Família é de suma importância para a saúde mental.

5.2.1. A educação permanente pode impulsionar mudanças das práticas em saúde, estimulando a construção de ações mais inclusivas das populações vulneráveis, como é o caso das famílias com pessoas com sofrimento psíquico.

5.3. Identificar e auxiliar na recuperação do paciente em sofrimento psíquico, visando à reabilitação de suas capacidades físicas e mentais, respeitando suas limitações e os seus direitos de cidadania.

6. Abordagem familiar:

6.1. Para um cuidado integral em saúde mental, a abordagem familiar é fundamental.

6.2. Ela deve estar comprometida com o rompimento, com a lógica do isolamento e da exclusão, fortalecimento da cidadania, protagonismo e corresponsabilidade.

6.3. Uma ação de fortalecimento dos cuidados familiares à pessoa com sofrimento psíquico não deve estar apoiada naquilo que falta; pelo contrário, a ação deve nascer do que existe de recursos e fortalezas em cada família.

7. Isolamento:

7.1. No século XVII, as pessoas portadoras de doença mental eram tratadas em instituições, que tinham como principio terapêutico o isolamento.

7.2. Essas pessoas eram afastadas da família, amigos e comunidade na qual viviam, ficavam dentro das instituições isoladas sobre as rigidezes das regras e as excessivas medidas de segurança.

8. Reforma Psiquiátrica:

8.1. 1978 - Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM).

8.2. 1987 - No Rio de Janeiro, I Conferência Nacional de Saúde Mental (CNSM): “Por Uma Sociedade Sem Manicômios”.

8.3. 1989 – Santos intervenção no Hospital Psiquiátrico Padre Anchieta, a "Casa dos Horrores’.

8.4. 1992 - Regulamentação dos NAPS e CAPS.

8.5. 2001 - Sancionada a Lei nº 10.216 de 6 de abril: direitos dos usuários dos serviços de saúde mental e retira o manicômio do centro do tratamento.

9. Comunicação Terapêutica:

9.1. É uma interação interpessoal entre enfermeiro e usuário, em que o profissional estabelece a relação terapêutica a partir das ações com o usuário.

9.2. A comunicação é o meio pelo qual a reação terapêutica se inicia, se mantém e termina.

10. O paciente em sofrimento psíquico apresenta-se ansioso, inseguro de seu destino, desconfortável emocionalmente e com uma vivência na maioria das vezes permeada de solidão e desamparo, acompanhado por tratamentos invasivos, agressivos e até mesmo dolorosos.

10.1. A enfermagem tem que se permitir uma nova proposta, o profissional deve estar aberto e disponível a essas situações novas, exigindo a criação de um novo modo de agir e pensar.