O PAPEL DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO

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O PAPEL DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO by Mind Map: O PAPEL DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO

1. JEAN JACQUES ROSSEAU

1.1. Escreveu “O Emílio”, obra revolucionária para os padrões de educação da época.

1.1.1. Propunha um método educacional que objetivava preservar a bondade que nascia com o Homem e vinha de Deus

1.1.1.1. Emílio foi o aluno imaginário de Rousseau, ao qual ele dedicara seus ensinamentos de forma lúdica nos primeiros ano de vida e fora da escola

1.1.1.1.1. Sim, para Rousseau a escola deveria vir ser apresentada mais tarde, especificamente na adolescência, a fim de preservar a bondade natural do ser, pois na infância devido à imaturidade da criança, esta poderia ser corrompida pelos vícios da sociedade.

2. PIERRE BOURDIEU

2.1. Revolucionou a Sociologia da Educação, com suas idéias, causou uma crise profunda da concepção de escola da época e trouxe uma reinterpretação radical do papel dos sistemas de ensino na sociedade.

2.1.1. O indivíduo é um ator socialmente configurado em seus mínimos detalhes, tudo seria socialmente constituído.

2.1.2. A partir da formação inicial em um ambiente social e familiar que corresponde a uma posição específica na estrutura social, os indivíduos incorporariam um conjunto de disposições para a ação típica dessa posição (um habitus familiar) e que passaria a conduzi-los ao longo do tempo e nos mais variados ambientes de ação.

2.1.3. Bourdieu propõe um novo modo de interpretação da educação e instituição escolar, apontando o desempenho que se tem na escola como resultado da origem social do indivíduo.

2.1.4. O autor faz uma análise sobre as desigualdades escolares estruturadas com base nas desigualdades sociais e quebra com o paradigma funcionalista de educação, onde a escola garantiria oportunidades de resultados iguais a todos.

2.1.5. A sociologia da educação de Bourdieu é a de que os alunos não podem competir em condições igualitárias na escola pois trazem consigo uma bagagem social e cultural diferenciada. Nesta perspectiva, a escola não poderia ser uma instituição imparcial que seleciona apenas a partir de critérios objetivos. Sendo assim, Bourdieu questiona a neutralidade da escola ao argumentar quanto ao que é representado e cobrado por esta instituição, pois acredita que, acima dos conteúdos predeterminados, gostos, crenças e valores dos grupos dominantes são apresentados como cultura única. Logo, sem diversidade de pensamentos, é impossível existir uma democracia justa.

3. ANTÔNIO GRAMSCI

3.1. As principais ideias de Gramsci sobre educação, concebida sob a perspectiva de um processo cultural e político integral, não se encontram reunidas e destacadas sob um título específico e particular em determinada obra

3.2. Para Gramsci, a educação, ainda que determinada em última instância, pelas condições materiais concretas da sociedade, através das quais, os “homens” organizam a produção e, ao mesmo tempo, se reproduzem, transformando a sociedade e, a si próprios, é parte integrante da cultura, por meio da qual, os intelectuais organizam a teia de crenças e as relações sociais institucionais, ou seja, a hegemonia, através da qual, exercem uma direção moral e intelectual na sociedade, sem antes mesmo tomar as rédeas do poder econômico e político da sociedade em que (con)vivem.

3.3. A educação, para Gramsci, enquanto uma dimensão cultural da sociedade, se insere como uma concepção geral da vida, uma filosofia ética, política e, prática, uma verdadeira “filosofia da práxis”.

3.4. O filósofo critica o fato de a Escola Tradicional ser oligárquica nos seus fins, capacitando apenas uma elite intelectual como dirigente, no intuito de conservar a ordem social estabelecida para melhor exercer seu domínio sobre a maioria analfabeta subjugada, perpetuando assim, a função conservadora, elitista e instrumental da educação.

3.5. para Gramsci a educação deve ser entendida como o resultado cultural de um longo caminho trilhado pela humanidade e, ao mesmo tempo, um processo histórico das práticas sócio-culturais dos seres humanos enquanto sujeitos políticos ativos e partícipes das transformações da sociedade em que vivem

4. ROBERT PUTNAM

4.1. Principal referencia teórica em capital social, acredita que numa sociedade com forte expressão de capital social, o compromisso cívico, assumido pelas redes sociais, impulsionará uma atitude de reciprocidade e, consequentemente, o revigoramento da confiança mútua.

4.2. O capital social é um conjunto de características da organização social – confiança, normas e sistemas – que tornam possíveis ações coordenadas

4.3. A tese foi testada em seu famoso livro "Making democracy work", no qual o autor, com base em um exaustivo estudo sobre a Itália, conclui que o capital social é um fator explicativo da comunidade cívica, que, por sua vez, constitui o contexto do bom desempenho institucional.

4.4. Mesmo utilizando-se de "peças" e "engrenagens" diferenciadas em sua teoria social, acaba obtendo o resultado que é o apoio a um tipo de Estado neoliberal.