Psicologia e educação

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Psicologia e educação af Mind Map: Psicologia e educação

1. Contexto histórico

1.1. A psicologia era definida no século XVI como o ramo da filosofia que estuda a "alma" ou o "espírito";

1.1.1. Antes disso era usado "pneumatologia", do grego pneumaton (vapor, respiração, espírito)

1.2. Ao longo do tempo e de várias discussões a psicologia ficou responsável pelos fenômenos mentais observáveis a partir de métodos adequados

1.2.1. Ainda hoje não há concordância sobre o objeto de estudo da psicologia ou mesmo sobre a definição

1.3. Progressos no final do século XIX e início do século XX contribuíram para a separação entre filosofia e psicologia

1.3.1. a criação do laboratório de psicologia experimental em 1879 na Alemanha por Wilhelm Wundt, com a adoção do método experimental (observação controlado, quantificação, uso de testes e outros instrumentos)

1.3.2. Destaca-se participação de Edward Titchener, Ernst Weber e Gustav Fechner

1.4. Dentro de seu desenvolvimento surgiram divergências entre os psicólogos, reflexo das disputas filosóficas da época, destacando-se duas correntes: empirismo e racionalismo

1.5. Entre o século XIX e XX entendia-se a criança como um “pequeno adulto” cuja estrutura mental é semelhante, com um funcionamento diferente, sem os mesmos conhecimentos e experiências. Essa ideia tinha um reforço do empirismo

1.5.1. Os interesses pedagógicos relacionam-se com os interesses socioeconômicos existentes.

1.6. Contudo, alguns estudiosos (de base mais racionalista) focam mais nas necessidades da infância. Consideram a educação infantil como um processo de dentro para fora, pois a aprendizagem relaciona-se com fatores inatos

1.6.1. As pesquisas enfatizavam aspectos subjetivos do conhecimento individual

1.7. Para entender a relação entre a psicologia e a educação, é necessário conhecer as principais correntes influenciadoras na educação da época, o empirismo-associacionismo e o racionalismo;

2. Correntes filosóficas

2.1. Empirismo: a mente, inicialmente, é uma “tábua rasa”, ou seja, vazia de conteúdo. À medida que as percepções sensoriais e experiências vão acontecendo, a mente vai se desenvolvendo. Os empiristas associacionistas explicavam a aprendizagem pela imitação e pelo condicionamento (uso de reforço para aumentar ou diminuir a frequência de um comportamento)

2.1.1. Idealizado na Antiguidade, porém desenvolvido entre os séculos XVII e XVIII por John Locke

2.1.2. Os associacionistas defendiam que a aprendizagem ocorria quando se conseguia ligar os estímulos externos aos conteúdos já aprendidos

2.2. Racionalismo: certas capacidades são inatas (vem desde o nascimento) e elas vão atuar o seu desenvolvimento e aprendizado. O conhecimento inato vai se manifestando conforme a maturação biológica do indivíduo. Os racionalistas não concordam com o associacionismo por considerar a atividade mental muito complexa. Os racionalistas acreditam que os fatores internos interferem nas experiências externas, colocando a razão acima de tudo.

2.2.1. Influência principalmente de Platão, mas definitivamente sistematizada por René Descartes

3. Posições educacionais

3.1. Posição inatista-maturacionista (termo de Piaget): Baseada no racionalismo, seus defensores acreditavam nos fatores inatos despertos na maturação biológica

3.1.1. É um processo de dentro para fora

3.1.2. Desenvolvimento e aprendizado se confundem, pois quando há condições adequadas as formas inatas “desabrocharão” pela maturação orgânica

3.1.3. O desenvolvimento do conhecimento e emocional são relacionados a idades e níveis de maturação

3.1.4. As interações sociais e a qualidade da estimulação ambiental não interferem no ritmo de desenvolvimento, pois ele é prefixo (herdado)

3.1.5. Ao defender a ideia do desenvolvimento pela maturação, estabelece-se uma cronologia a qual numa certa idade haveria: determinado interesse, raciocínio, sentimento. Essas coisas vão mudando de acordo com a idade

3.1.6. Um problema dessa posição é que, segundo ela, as conquistas psicológicas ocorreriam na mesma idade, o que não acontece. O ambiente social, as condições emocionais provocam atrasos e avanços no desenvolvimento, sendo assim a cronologia de idade fixa para manifestação de comportamentos vira uma com médias de idades. Dessa forma o professor deve se concentrar nos processos de aprendizagem e não na idade

3.1.7. Outro problema é que apenas considerando as ideias defendidas nessa posição, o professor não poderá explicar transformações qualitativas do comportamento dos seus alunos

3.1.8. Pode estimular o individualismo: falta de orientação do professor, falta de estímulo à cooperação e a tomada de decisões por crianças

3.1.9. É importante haver um equilíbrio entre a liberdade individual e direcionamentos coletivos, como também espaço para reflexões dos alunos

3.2. Posição empirista-associacionista (termo de Piaget): Baseada no empirismo e associacionismo, considerando a educação como o condicionamento de respostas novas

3.2.1. É um processo de fora para dentro. A criança recebe os estímulos externos e os associa, de modo que seus comportamentos coincidam com as instruções fornecidas

3.2.2. A aprendizagem é processo de mudanças de respostas por outras mais elaboradas

3.2.3. Aprendizagem e desenvolvimento são distintos, sendo que “desenvolvimento” é a soma das situações de aprendizagem

3.2.4. A criança é apenas o receptor dos conhecimentos vindos de fora

3.2.5. Para que os estímulos externos possam formar o conteúdo mental é necessário a utilização de outros recursos e também técnicas (criadas e aperfeiçoadas nos laboratórios). Dentre as técnicas podem se destacar o condicionamento e o reforço

3.2.6. Se os procedimentos adequados forem usados, o comportamento infantil pode ser modelado

3.2.7. Por meio dos experimentos de Pavlov descobriu-se que podemos condicionar uma resposta a um estímulo independente. Posteriormente, Skinner ampliou o conceito incluindo o condicionamento por consequência (reforço), ou seja, “condicionamento operante”

3.2.8. O reforço funciona como forma de aumentar a frequência de respostas certas e diminuir a de respostas erradas

3.2.9. Outro ponto importante para a aprendizagem é a disciplina, tanto pelo adulto, como pela criança

3.2.10. Essa posição pode gerar a passividade intelectual e a uniformidade conceptual

3.2.11. Esses efeitos limitam a autonomia intelectual da criança por ensiná-la a considerar como corretas as ações alheias mais do que as próprias

3.2.12. O ensino é unidirecional, pois não há estímulo para troca de pontos de vista

3.2.13. Um problema é que nem todas as crianças vão receber o conteúdo da mesma maneira, cada uma precisa de condições internas para o aprendizado, senão há apenas memorização

3.3. Posição construtivista (termo de Piaget): Baseada na oposição às duas anteriores, considerando o conhecimento uma construção decorrente das interações com o ambiente